Rio Grande – A Quinta Cultural da FURG reuniu música, diversidade e valorização da cultura negra em uma noite especial realizada no dia 18 de junho, no auditório do Centro Integrado de Desenvolvimento do Ecossistema Costeiro e Oceânico (Cidec-Sul), localizado na Universidade Federal do Rio Grande (FURG). O evento destacou o talento de mulheres na cena musical, promoveu uma feira multicultural e abriu a exposição “Palmares Vive!”, dedicada à história do ativismo negro no Rio Grande do Sul.
Além de aproximar a comunidade da produção artística local, a programação reforçou o compromisso da FURG com a cultura, a inclusão e a extensão universitária. Dessa forma, o evento fortaleceu a integração entre a universidade e as comunidades do Pampa gaúcho.
As informações são de Assessoria de Comunicação.
Mulheres foram destaque nos shows da Quinta Cultural
A programação musical começou com a banda Karmoniak, que abriu a noite com um repertório de atmosfera sombria. A apresentação teve como destaque a guitarrista Joice Bittencourt e a baixista Laura Laco.
Em seguida, a banda Mvsgo levou ao palco seu doom metal, comandado pela voz marcante da vocalista Kamilla Queiroz. Assim, a presença feminina ganhou espaço e chamou a atenção do público durante toda a noite.
O encerramento ficou por conta do quarteto Rota Celeste, formado pelos irmãos Atkinson. A banda apresentou músicas do álbum Há de Ser, lançado no ano passado, e mostrou uma sonoridade que mistura rock progressivo, hard rock e influências da música regional brasileira.
Feira multicultural valorizou artistas e economia criativa
Além dos shows, a Quinta Cultural da FURG ampliou sua programação com uma feira multicultural instalada no saguão do Cidec-Sul.
O espaço reuniu expositores de brechó, discos de vinil, livros, fanzines e artesanato. Com isso, o público teve acesso a diferentes manifestações culturais e ao trabalho de pequenos empreendedores da região.
O evento contou com o apoio do Dark Cave Estúdio.
O Cidec-Sul é o principal espaço de eventos da FURG. O complexo recebe congressos, feiras, mostras científicas, atividades de extensão e eventos culturais que aproximam a universidade da comunidade.




Exposição resgata a história do ativismo negro no Rio Grande do Sul
A Diretoria de Arte e Cultura (DAC) e a Secretaria de Ações Afirmativas, Inclusão e Diversidades (Secaid) também promoveram a abertura da exposição “Palmares Vive!”.
A cerimônia contou com a presença da reitora Suzane Gonçalves, da pró-reitora de Extensão e Cultura, Débora Amaral, da técnica da Secaid Elina Oliveira, da secretária municipal de Cultura, Rita Patta Rache, além de outras autoridades.
Organizada pelo Museu Antropológico (Musa), da Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac), a mostra apresenta fotografias, imagens e textos sobre comunidades quilombolas, clubes sociais negros, movimentos culturais e as lutas da população negra gaúcha.
Além disso, a exposição destaca a trajetória do ativismo negro desde o final do século XIX e evidencia a contribuição de lideranças que ajudaram a consolidar o dia 20 de novembro como referência nacional da Consciência Negra.
Programação teve oficina e apresentação cultural
A programação também contou com uma apresentação especial do Ponto de Cultura Instituto Filhos de Araunda.
Antes da abertura da exposição, a equipe do Museu Antropológico realizou uma oficina de educação museal e monitoria voltada a professores, educadores sociais e estudantes.
Assim, a Quinta Cultural reafirmou seu papel como espaço de encontro entre arte, educação e diversidade. Ao reunir música, protagonismo feminino e cultura negra, o evento fortaleceu a produção cultural do sul do Rio Grande do Sul e contribuiu para valorizar a identidade do Pampa Sem Fronteiras.
(Imagens da capa e galeria – Reprodução ASCom/FURG)
