São Luiz Gonzaga – A morte de Pedro Ortaça, um dos maiores nomes da música missioneira, mobilizou universidades, órgãos públicos e entidades culturais em todo o Rio Grande do Sul. O artista faleceu nesta sexta-feira 29 de maio, aos 83 anos, em Ijuí.
Reconhecido como um dos Quatro Troncos Missioneiros, Pedro Ortaça deixou uma marca profunda na cultura gaúcha. Além disso, sua obra ajudou a preservar a identidade das Missões e fortaleceu as tradições que unem os povos do Pampa Gaúcho em um verdadeiro Pampa Sem Fronteiras.
Unipampa destaca trajetória de Pedro Ortaça
A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) divulgou uma nota de pesar e ressaltou a importância de Pedro Ortaça para a cultura regional.
Segundo a instituição, o cantor, compositor e poeta dedicou sua vida à valorização da cultura missioneira, das raízes indígenas e da identidade do povo gaúcho. Por isso, tornou-se uma das principais referências da música regional do Estado.
Além disso, a universidade lembrou que concedeu ao artista o título de Doutor Honoris Causa em 2025. A homenagem reconheceu sua contribuição para a cultura, a arte e a preservação da memória regional.
Ainda na nota, a Unipampa manifestou solidariedade aos familiares, amigos, admiradores e à comunidade cultural missioneira.
Governo do Estado decreta luto oficial
O Governo do Rio Grande do Sul decretou luto oficial de três dias pela morte de Pedro Ortaça. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira 29 de maio.
De acordo com o decreto assinado pelo governador Eduardo Leite, o músico teve papel fundamental na valorização da cultura gaúcha e da música nativista.
Natural de São Luiz Gonzaga, Pedro Ortaça nasceu em 29 de junho de 1942 e construiu uma carreira marcada por canções que atravessaram gerações. Entre elas estão clássicos como Timbre de Galo, Bailanta do Tibúrcio e Guasca.
Um dos pilares do Tronco Missioneiro
Pedro Ortaça integrou o Tronco Missioneiro ao lado de Jayme Caetano Braun, Noel Guarany e Cenair Maicá.
O grupo foi responsável por consolidar a identidade musical da Região das Missões. Além disso, ajudou a difundir valores, histórias e tradições que fazem parte da formação cultural do Rio Grande do Sul.
Por essa razão, sua contribuição ultrapassa a música e alcança a preservação da memória coletiva do povo gaúcho.
Correio do Povo ressalta importância histórica
O jornal Correio do Povo também destacou a relevância de Pedro Ortaça para a cultura do Estado.
Na publicação sobre o falecimento do artista, o veículo relembrou sua trajetória, suas principais canções e sua participação no movimento missioneiro.
Além disso, a publicação enfatizou o decreto de luto oficial e destacou o papel de Ortaça na construção da identidade cultural das Missões.
Legado seguirá vivo nas novas gerações
Embora Pedro Ortaça tenha partido, seu legado permanece vivo na música, na poesia e na memória do povo gaúcho.
Suas composições continuam inspirando artistas, pesquisadores e admiradores da cultura regional. Ao mesmo tempo, ajudam a fortalecer o sentimento de pertencimento entre as comunidades das Missões, da Fronteira e de todo o Pampa Gaúcho.
Dessa forma, Pedro Ortaça segue como uma das vozes mais importantes da história cultural do Rio Grande do Sul.
