Elegia para corações arrancados. Por Daniel Baz
Não há maneira certa de arrancar um coração. Há os que preferem deixá-lo à míngua para extraí-lo sem resistência. Escondem os incensos, tampam os vermelhos, cegam as peles, afogam as asas, guardam os filmes em branco e preto, os discos de música cubana, e observam o coração emagrecer, desinchar-se do próprio pulso, flexionar-se sem força como um clichê. Aí, basta soltar, no meio da noite, … Continuar lendo Elegia para corações arrancados. Por Daniel Baz
