Vida – Sui Generis. Por Carlos Cardoso, o Tomate

Discografia básica

Na minha opinião, quando se escreve sobre rock da América do Sul, obrigatoriamente, tem que ser citado o nome do Sui Generis, pois se trata de uma das melhores bandas dessa região, diria até, do nosso continente.

O grupo surgiu por acaso em minha vida. Nas trocas de material e informação, na busca de novos nomes entre os anos 1975 e 1977, muito adquirimos de materiais preciosos. Neste caso, quando percebi estava com três álbuns da banda citada, e também, de grupos paralelos. Um parceiro que tive nesta e em outras tantas descobertas foi meu grande amigo Valdo.

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O integrante Charly García participou das bandas La Máquina de Hacer Pájaros, Serú Girán (muitos afirmam que esta foi a sua maior expressão). Mas, na minha opinião, fundamental foi a sua criação com Nito Mestre, Sui Generis.

“Vida” foi o primeiro álbum gravado pelo grupo. Os integrantes afirmam que sem este disco estariam crus e ingênuos. Traz temas fantásticos, mas sou obrigado a salientar um: Canción para mi muerte, que divulguei, em 1977, na minha trajetória como discotecário. Com certeza, marcou gerações, ficando a marca Sui Generis, pois a música ficou mais conhecida que o próprio grupo.

Tive a oportunidade de assistir a um show de Charly García, chamado 60×60, numa sexta-feira de outubro de 2012, no Teatro de Verano, em Montevideo, ao ar livre e com “casa” lotada. Me chamou a atenção a quantidade de jovens, pois se trata de um artista da década de 1970. Fui com muita expectativa, a qual foi suprimida, pois o show foi mágico. Foi confirmada a minha opinião sobre o engenheiro de som, que tem papel de suma importância. Entre uma música e outra, ele mudava o timbre dos sons, causando uma sensação agradável e enfatizando detalhes das canções. Iluminação, cenário… tudo nos conformes, enfim, um dos melhores shows que assisti.

“Flw!”

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Carlos Cardoso, o Tomate, é jaguarense e professor de História formado pela Universidade Federal do Pampa; o texto desta coluna (revisado) foi originalmente publicado nas páginas do extinto Jornal Pampeano e cedido para a republicação no Diarios de la Pampería.

(Foto de capa: Reprodução)

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