Boy – U2. Por Carlos Cardoso, o Tomate

Discografia básica

Os primeiros a trazerem U2 para Jaguarão foi a nossa “galera”, em meados dos anos 1980. Comprei o LP Boy numa promoção. Na época, os discos eram caríssimos, e esta seção oferecia álbuns cujos valores estavam ao nosso alcance (a “grana” suada que juntávamos durante o mês); e neste setor, geralmente, era onde encontrávamos pérolas escondidas. Era pai recente e quando olhei a capa me lembrei do meu filho. Não sabíamos quem eram esses “caras”, mas quando escutamos o LP caíram na nossa graça.

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Como acompanhamos a carreira da banda, percebemos a crescente na sonoridade e a liberdade em se manifestarem na sua luta, que seguiria viva décadas depois, levantar a bandeira da Irlanda e demonstrar a sua revolta sobre a realidade sócio-política de seu país.

Boy é um disco que recomendo a qualquer coleção. Saliento outros álbuns, como: War, com ênfase nas músicas New Year’s Day e Sunday Bloody Sunday; The Unforgettable Fire;  e The Joshua Tree.

O principal vocalista e letrista (eventualmente na guitarra) Bono Vox foi várias vezes premiado como melhor vocalista.  O guitarrista, tecladista e vocalista The Edge conquistou o título de melhor guitarrista. O baixista Adam Clayton tem um entrosamento com a percussão espetacular. O baterista e percussionista Lawrence Mullen Jr. faz seu papel como poucos.

Cito um fato que me emocionou e que confirma que U2 é uma dádiva. Num jantar dos dias dos pais, no Clube Harmonia, onde eu era discotecário, Mário Piúma prestou uma homenagem ao seu avô, tocando violão e cantando a música Mi Viejo (Pierro). Em seguida, foi até a minha cabine de som para pedir emprestado o disco Boy. Notem como é interessante o mundo musical. É uma corrente universal. Gêneros musicais tão distintos, mas que ao mesmo tempo falam a mesma língua. Que língua é essa? Uma sensibilidade peculiar.

Dedico esta coluna a minha turma, pois sem as nossas trocas de material e opiniões não teríamos uma bagagem tão valiosa sobre rock.

“Flw”!

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Carlos Cardoso, o Tomate, é jaguarense e professor de História formado pela Universidade Federal do Pampa; o texto desta coluna (revisado) foi originalmente publicado nas páginas do extinto Jornal Pampeano e cedido para a republicação no Diarios de la Pampería.

(Foto de capa: Reprodução)

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