Damares interpreta desenhos infantis. Por Daniel Baz

“A bela e a fera”: Uma moça de família – filha de cidadãos de bem, prestes a fazer seu primeiro milhão com a educação financeira que recebeu dos vídeos da Betina – se apaixona por um desses barbudos da USP, um híbrido entre o cão e o músico Otto. Não demora muito, a pobre jovem é introduzida no mundo dos psicotrópicos e começa a ver cômoda que dança, castiçal que anda e xícara que fala, ou seja, sua vida se transforma numa espécie desses saraus organizados pelos DCEs das universidades federais. Mas aí você percebe que o filme se chama “A bela e A fera”, e não “A bela e O fera”, como mandaria a sagrada escritura. Ou seja, há aqui uma indicação subliminar de que existe certo lesbianismo na relação entre os dois. Peluda daquele jeito, pode ser que a Fera não seja um barbudo da USP, mas uma dessas leitoras da Marcia Tiburi (que, estamos fartos de saber, nunca se depilam), fã da Maria Bethânia e seguidora da Manuela D`Ávila, cujo único objetivo é destruir a família brasileira.

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“Aladdin”: É claro que aquela esfregação frenética da lâmpada é uma forma de colocar a masturbação na cabeça das nossas crianças, gente. O Aladdin fica tão desorientado após a fricção lasciva que passa a crer que todos seus desejos serão atendidos por uma figura do paganismo árabe que se intitula “Gênio”. Sabe quem também é chamado de gênio pelos esquerdopatas? Paulo Freire e Chico Buarque. Para piorar, há uma clara indicação de zoofilia, com traços homossexuais, entre ele e aquele macaquinho hiperativo, criatura que lembra muito esses fãs jovens da Lady Gaga na sua euforia interminável. Os dois invertidos passam o filme todo indo para lá e para cá em cima de um tapete velho, hábito típico dos usuários de entorpecentes que vivem nas casas de estudantes das universidades públicas. Se não faltasse mais nada, a única personagem feminina do filme se chama Jasmin, que, todos sabemos, é uma erva natural. Como a maconha. Não é preciso dizer mais nada. Pelo menos, o Gênio veste azul.

“Procurando Nemo”: Para começar, o peixinho vive em uma família desestruturada, pois a mãe, uma abortista descarada, se faz de morta para ir embora com outro peixe, já que seu marido não é adepto do “poliamor”, nome bonito que os universitários criaram para suruba. Tudo isso em menos de cinco minutos de filme. Fica evidente a influência que a Simone de Beauvoir vem exercendo não apenas nas universidades federais, mas também na pacata vida dos arrecifes de todo o planeta.  Sem um membro feminino em casa, a quem naturalmente deveria se responsabilizar a criação de uma criança, o tal do Nemo e seu pai vão na onda de más companhias, com direito a tartarugas maconheiras e um peixe fêmea (que é azul!) cuja memória foi destruída pelo uso irrestrito da famosa cocaína do Pacífico, esquema de tráfico mantido há anos pela família do Fernando Haddad. E tem mais: como que vocês acham que o Nemo atrofiou uma das suas nadadeiras? Tá na cara que foi excesso de masturbação. Só não vê quem não quer. É preciso reparar também que o nome do protagonista é um óbvio jogo de palavras entre “emo”, de “Demo” e “N” de Noam Chomsky. Para terminar, na continuação do filme quem é que aparece para ajudar o pai do Nemo? Uma Lula. É muito descaramento do PT.

“Up – altas aventuras”: Pedofilia. Depois que a varoa morre, um mentecapto, primo em terceiro grau do Zé de Abreu, decide se relacionar com uma criança do seu próprio bairro e a sequestra, depois de arrumar confusão com a construção de uma filial da Havan ao lado da sua casa. Eleitor do Boulos, o facínora não quer desapropriar o terreno e foge num triplex comprado pelo filho do Lula. Os balões são uma clara metáfora da excitação sexual provocada no septuagenário libertino, que, basta fazer as contas, se aposentou no primeiro mandato da Dilma Roussef e vive da mamata financiada pelo Partido dos Trabalhadores. Além disso, o capeta está presente em todo filme na abundante forma de cães. Um deles, inclusive, fala por auxílio de um aparelho que projeta uma sinistra voz eletrônica, óbvia referência a Stephen Hawking e seu notório ateísmo.

“Dumbo”: Onde já se viu elefante querer voar?! Isso é uma maneira que o cão tem de colocar travestismo na cabeça das nossas crianças. Hoje o seu filho vai ao cinema para ver um filme da Disney, amanhã quer participar do programa da RuPaul de peruca rosa e salto agulha, ou, pior, decide votar no Jean Wyllys. Isso é propaganda de ideologia de gênero descarada. Não podemos continuar alienados.

“Alice no país das maravilhas”: Depois que a mãe lê um livro para sua filha Alice em um parque público, a jovem sofre uma terrível lavagem cerebral e se matricula em uma universidade federal. Lá, encontra coelhos falantes, lagartas viciadas em ópio e dois drogados que passam os dias tomando chás alucinógenos. Ou seja, o elenco normal de qualquer primeiro semestre do curso de filosofia. Nesse processo, a menina fica muito amiga de um deles, conhecido como “Chapeleiro Maluco”, evidente anagrama para “Lula, guerreiro do povo brasileiro.” Nem precisa dizer que, se você der um zoom na primeira cena do filme, irá descobrir que o livro lido pela mãe da Alice é de autoria do Paulo Freire. Deu no que deu. O cão é muito bem articulado.

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Daniel Baz é professor do IFRS. Autor de “Antes que o mundo aconteça” (poemas), escreve crônicas semanalmente para o Jornal Agora de Rio Grande. Esta é uma delas.

(Imagem de capa: Reprodução/Montagem Diarios de la Pampería)

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