Rio Branco – Moradores de Rio Branco saíram às ruas na noite da segunda-feira 20 de maio por desaparecidos políticos durante a ditadura militar no Uruguai (1973-1985). Esta foi 3ª edição da “Marcha do Silêncio: a luta contra impunidade” no município.
Em âmbito nacional, a Marcha do Silêncio promoveu a sua 24ª edição. A manifestação mobilizou uruguaios na capital Montevidéu e em cidades espalhadas pelo interior do país. Milhares levaram a publico cartazes com rostos de desaparecidos e com citação da consigna (lema): “Que nos digam onde estão! Contra a impunidade de ontem e de hoje”.
Em Rio Branco, a Marcha partiu às 19 horas da Plazaleta do Liceu e foi até a Praça General Jose Artigas. A luta contra impunidade, ocorrida a cada 20 de maio, é citada como a “noite que o silêncio grita”, relatou Julia Melgares à reportagem do Diarios de la Pampería.
Julia e demais pessoais integraram a Marcha na cidade uruguaia localizada às margens do Rio Jaguarão. Convidados, Diego Palmieri e Diogo Araújo, da diretoria da SIC (Sociedade Independente Cultural) de Jaguarão, também acompanham a manifestação.
Como ocorre tradicionalmente, a Marcha do Silêncio: a luta contra impunidade é concluída com a leitura dos 196 nomes de desaparecidos. Trinta mil pessoas, entre presos e mortos, teriam desaparecido ou sido vítimas no período de 12 anos de ditadura militar no Uruguai, conforme estimativa da Cordinadoria de apoyo a madres y familiares e detenidos y desaparecidos.
Confira mais imagens da Marcha em Rio Branco na página do fotógrafo Diego Palmieri no Facebook; clique aqui para acessar.
(Imagem de capa: Diego Palmieri )
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