João Pinto da Silva, nascido em Jaguarão, é tema inaugural da 3ª Jornadas de Estudos Fronteiriços na Unipampa

Jaguarão – O escritor, ensaísta e historiador da literatura João Pinto da Silva foi tema do primeiro encontro da 3ª edição da Jornadas de Estudos Fronteiriços: história, língua e literatura realizada na manhã do sábado 4 de maio, no campus da Unipampa local.

Nascido em Jaguarão, João Pinto da Silva viveu entre os anos de 1889 e 1950. Foi um  reconhecido homem das letras e ainda desempenhou cargos políticos, entre os quais, cumprindo importantes funções como chefe de gabinete e secretário de Borges de Medeiros.

Pinto da Silva ainda atuaria na imprensa jaguarense de sua época e na de Porto Alegre. É autor de livros ensaísticos, literários e de crítica. Escreveu o que alguns estudiosos chamam de “primeiro inventário da literatura sul-rio-grandense”: a História Literária do Rio Grande do Sul.

“As pessoas sabem que ele [João Pinto da Silva] tem um nome de rua dele [em Jaguarão], mas muitas não sabem quem ele é”, destacou o professor do curso de Letras e organizador do evento Carlos Rizzon na abertura da 3ª Jornadas de Estudos Fronteiriços.

Após a apresentação, o próprio Rizzon, ao lado da professora Cássia da Silveira, do curso de História da Unipampa de Jaguarão, proferiram falas distintas sobre João Pinto da Silva para um público composto por professores, pesquisadores e estudantes brasileiros e uruguaios.

Abrindo as atividades, a professora Cássia tratou da “Trajetória histórica e política de João Pinto da Silva”, dissertando sobre um perfil de homem das letras com histórico destacado na intelectualidade brasileira e, ao mesmo tempo, no campo da política estadual.

O escritor nascido em Jaguarão é citado por Cássia como um sujeito que, embora tivesse transitado no meio político, sempre procurou atuar intelectual e publicamente com certa autonomia de pensamento. Para a professora, a crítica foi o gênero que o escritor mais teria se interessado.

Alinhada à palestra da professora Cássia, a fala de Rizzon mencionou a figura de crítico e co-fundador do Instituto Histórico e Geográfico. Na palestra “Já leu João Pinto da Silva?”, o escritor jaguarense foi lembrado pela publicação de sua História Literária do Rio Grande do Sul.

Nas palavras Rizzon, Pinto da Silva ganharia o status de crítico-pensador que “buscou integrar o Rio Grande do Sul ao Brasil, pelo viés regionalista”. A sua História Literária, por exemplo, teria influenciado a crítica e colaborado para o estabelecimento de uma tradição pampeana.

A 3ª edição da Jornadas de Estudos Fronteiriços: história, língua e literatura é resultado de uma parceria entre a Universidade Federal do Pampa – campus de Jaguarão e CURE – Extensão da Universidade de la República fixada na cidade de Treinta y Tres.

A participação nas atividades programadas até o final de 2019 é aberta ao público. Os encontros serão mensais, vinculados a atividades também agendadas do lado uruguaio da fronteira. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas no local de cada jornada.

Confira abaixo a programação completa:

Divulgação/Reprodução

(Imagem de capa e galeria: Créditos Diarios de la Pampería)

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