Em uma das últimas vezes que encontrei o Schlee, atravessando a praça Coronel Pedro Osório, caminhando lentamente em direção a sua casa, fui logo dizendo “tá bonito esse cabelo comprido Schlee!” e ele respondeu “o meu não, o teu” e soltou uma risada…
Nessa premissa cabe a síntese da minha relação com ele, uma amizade de boas risadas e papos sobre livros (não sobre ler ou escrever, mas sobre fazer livros). Sempre, ou quase sempre, que nos encontrávamos era o encontro de dois artistas gráficos e lá se ia muito tempo de conversa sobre livros, ilustrações, jornais, revistas, a história das artes gráficas no brasil…
Tive a felicidade de fazer, junto com ele, o projeto do “Dicionário Schlee”, que foi lançado hoje em porto alegre. Uma obra imensa, idealizada, sonhada e realizada com uma dignidade exemplar.
Sinto a angústia dele não estar aqui pra ver o dicionário pronto (trabalhamos por quase três anos nos dois volumes) e ao mesmo tempo guardo a beleza de perceber que nem tudo que se faz nessa vida é pra gente, às vezes, é pra vida.
Todo meu respeito e afeto pra figura grandiosa que é Aldyr Schlee! Um salve meu caro!
Beatriz Araujo e Luiz Carlos Vaz muchas gracias
(Imagem de destaque: Reprodução)
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Valder Valeirão é designer, artista visual e poeta; o texto de sua autoria foi originalmente publicado em página pessoal no Facebook.
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